A franqueza do deputado Adriano Galdino o diferencia de outros políticos acostumados a dizer uma coisa, pensar outra e fazer o que ninguém imaginava. Galdino é direto, vai fundo, como foi na entrevista à Rádio Arapuan: “Sou o único capaz de dividir as oposições no Estado”.
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Trocando em miúdos: Não tem Ribeiro, não tem Deusdete, não tem outro que não seja Galdino capaz de abalar as estruturas das oposições, conquistar apoios de um lado e do outro e salvar o barco governista de uma derrota fragorosa em 2026.
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Se vai convencer seus aliados é outra conversa, tem gente que não se convence, se acha um Deus e, como todos sabemos, Deus não morre nem é vencido.
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Nas últimas eleições um fenômeno interessante aconteceu em várias cidades do interior do Estado. Crias de políticos tidos e havidos como donos dos currais eleitorais conquistaram espaços e derrotaram seus criadores, botaram para comer poeira.
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E eu começo por Juru, onde o até então imbatível Luiz Galvão perdeu para sua cria, uma ex-secretária que ele tirou do gabinete e apresentou como sua candidata a prefeita. Solange Maria, filha de agricultores, humilde e inteligente, se tornou prefeita e se reelegeu derrotando exatamente o Luiz Galvão que a botou na política.
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Em Tavares aconteceu a mesma coisa. Coco de Odálio tentou várias vezes ser eleito e várias vezes foi derrotado. Na vez que recebeu o apoio do ex-prefeito Ailton Suassuna, médico e continuador da obra de Terto Morais, ganhou. Candidatou-se à reeleição e teve que enfrentar o mesmo Ailton até então imbatível. Venceu. E por uma espantosa margem.
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Ninguém conhecia Karla Pimentel no Conde, era apenas a nora do poderoso Aluizio Régis. Aluizio a apoiou, elegeu refeita, ela assumiu o cargo e deu o grito de independência, até o marido botou pra fora da Prefeitura. Na reeleição enfrentou um filho de Régis e derrotou.
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O caso de Monteiro foi ainda mais emblemático. Ana Lorena era secretária de Edna Henrique, namorava o filho dela, era de dentro da casa grande. Edna, prefeita, escolheu-a como sucessora, Lorena se elegeu, na reeleição derrotou uma filha de Edna e na sua sucessão elegeu uma ex-secretária. Com um agravante: a candidata derrotada foi a própria Edna Henrique.
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No ano santo de 2026 teremos eleição para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Alguém arriscaria um palpite?
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Eu só sei que ninguém é imbatível.
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E que, quem hoje está no Olimpo, um dia retornará à planície mais murcho do que maracujá maduro.
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E amanhã é paruano.
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A festa hoje vai rolar.
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Agora, aqui pra nós, os cantores anunciados com pompas na TV são todos ilustres desconhecidos.
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Cadê Joelma que não vem? Cadê Leonardo? E Chitãozinho e Chororó? E Natan, João Gomes, Alcione, Marisa Monte, Maria Betânia, etc e etc?
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Eu é que não vou sair do meu canto para escutar esse povo.
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Melhor ficar vendo o rompimento pela TV. Tem o show da virada, vejo tudo, fico bêbado e vou dormir.
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E amanhã tem o restdontê, que nada mais é do que os restos de ontem para comer e beber.
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Inté.
1 Comentário
Tião, Um Feliz Ano Novo Tamanho Família é o mínimo que te posso desejar nesta data querida. Fica com Deus!