A Coco Bambu é uma rede de restaurantes especializada em frutos do mar. Serve peixe, lagosta e camarão a uma clientela chique. Do seu comer só prova quem tem dinheiro e não tem pena de gastar.
Nascida em Fortaleza, ela, a rede, chegou ao seu esplendor na última quarta-feira, quando levou ao Palácio do Planalto os seus quitutes para afagar o paladar do presidento Jair Bolsonaro.
Embora se chame Afrânio Bezerra, o dono da rede não é mesmo Afrânio Bezerra que na Paraíba também propicia aos seus clientes belos pratos regionais, servidos no seu Restaurante Canelle, em João Pessoa.
O Afrânio do Ceará começou com uma pastelaria e se especializou em pescados e frutos do mar, há 31 anos, e hoje ostenta 45 unidades pelo Brasil. Chegou até a abrir uma operação em Miami, mas fechou as portas no primeiro ano.
Seu Afrânio levou com ele outros três sócios da rede de restaurantes e todos estavam devidamente acompanhados das esposas, que ficaram, elas, sem a companhia da primeira dama, ausente em razão da Covid que a atacou e a obrigou a enfrentar isolamento social.
No almoço, os sócios-proprietários de estabelecimentos da grife gastronômica tiveram o cuidado de selecionar, além de uma salada variada, três pratos nos quais o principal ingrediente vem bem cozido. É notória a aversão de Bolsonaro por peixe cru, desde a visita que fez ao Japão em outubro do ano passado, quando lhe foi oferecida a iguaria típica do arquipélago nipônico e ele rejeitou, explicando: “Eu só como peixe frito”.
Daí a pescada amarela ter sido feita no forno com leve molho amanteigado de tomates cerejas, alcaparras, vinho branco e manjericão. Foi servida com batatas assadas igualmente no forno. Chamado peixe amalfitana, o prato foi um dos tops oferecido no restaurante pelo Dia das Mães por R$ 186 para duas pessoas. No Alvorada, ganhou ainda acompanhamento de arroz e farofa de banana.
De consistência cremosa, o segundo prato — bobó de camarão — foi feito com o crustáceo refogado no azeite de dendê, com tomate, cebola, pimentões, misturados com purê de mandioca (macaxeira cozida, no menu), cheiro verde e leite de coco. No restaurante, o prato é servido com arroz branco e purê de abóbora gratinado com queijo coalho a partir de R$ 177 para até quatro pessoas. Quem esteve próximo à mesa viu que Bolsonaro deu preferência à salada e ao prato de camarão.
Completou o cardápio um empadão, também de camarão, que segundo o próprio condutor da iguaria, “estava uma delícia”, disse Beto Pinheiro, que é presidente da Abrasel-DF, a entidade que congrega bares e restaurantes no Distrito Federal e está promovendo um festival de delivery até o dia 20 deste mês com a participação de mais de cem associados.
Acompanhado da mulher, Daniela Barreira, que também é sócia da rede, Afrânio contou ao presidente que planeja abrir em 2021 mais 12 operações em diversas unidades da Federação, estando já com a dúzia de contratos devidamente assinados. Em Brasília, a rede tem quatro lojas: Lago Sul, ParkShopping, Brasília Shopping e Águas Claras.
Dois dias depois desse regabofe, o Brasil alcançou a incrível marca de 100 mil pessoas mortas pelo coronavírus.
Sem dúvida, uma comemoração à altura.
7 Comentários
Tião, quem acompanha o seu blog, observa claramente que você nutre ódio e paixão pelo MITO. No fundo, no fundo, mas lá no fundo mesmo, você gostaria de ter participado dessa mesa e degustado tantas comidas saborosas. Acaba com essas “peiticas” cabra velho nascido e criado aqui no velho e bucólico CANCÃO. VAI ficar doente de tanto armazenar ódio nesse coração que já se aproxima dos 69 anos.
No fundo , no fundo, teu fundo é roxo
E o que o cú tem a ver com as calças? O que o cara comer iguarias deliciosas, tem a ver com COVID? Não entendi a relação????? Por acaso ficar em greve de fome vai parar está porra desse vírus???? Novamente pergunto, o que o cú tem a ver com as calças
Pergunte a ele
Milhares de familiss chorando seus mortos, e o Bolsonaro tem o despudor de aceitar uma “homenagem” deste tipo?
Só sendo muito sem noção!!!!!!!!
Será que o regabofe foi boca-livre ou a NF vai ser apresentada para “a viúva ” pagar?
Já vi que Odorico Paraguaçu gosta de ser bajulado e comer bem