Miguel Lucena
Quatro lapadas de Serra Limpa quente no Bar dos Cunhados, no 115 Norte, foram o suficiente para deixar Marcelo Sete Cordas completamente areado. Paulinho do Pandeiro foi ao banheiro e, quando voltou, não encontrou nem rastro do amigo.
Era domingo de Carnaval. Marcelo saiu perambulando pelas entrequadras da Asa Norte, arrebanhando bêbados e moradores de rua, entoando, a plenos pulmões, “Eu quero um ovo de codorna pra comer”. No embalo etílico, acabou se juntando ao Pacotão, que seguia para a Asa Sul – pela contramão, é claro.
À noite, Paulinho finalmente reencontrou o amigo, pulando num pé só em frente ao Depósito Piauí, na 402 Sul. Braços abertos, olhos brilhando, Marcelo repetia, emocionado:
— Rapaz, o Carnaval de Olinda é bom demais!
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CONHEÇO SIMPÁTICO RAPAZ QUE FOI TOMAR UMAS E OUTRAS LÁ NO BAR DO CAPITÃO, NO LIMITE SOLÂNEA/BANANEIRAS E FOI PARAR NO BAR DA GIA, LÁ EM ABREU E LIMA. SAIU NA SEXTA E FOI DEVOLVIDO NA SEGUNDA.