opinião

MOÇA NOBRE É ENTERRADA VIVA POR FUGIR COM MASCATE PLEBEU

12 de janeiro de 2025

 

Por Hilton Gouveia

 

Na noite de Natal de 1701, o capitão-mor da Paraíba Matias Taveira, recebe na fazenda Patrocínio, onde morava com a família, um rapaz bonito, de fino trato.

O mascate Gino Cocinelli era italiano, conquistador de carteirinha, membro de uma família de ricos mercadores Florentinos.

Ele chegou ao lar do capitão Matias, com as últimas novidades da moda em Paris: relógios com caixas e algibeiras de ouro, sedas e sapatos, vestidos e chapéus prontos.

O nobre comprou tudo. Pagou em ouro, as famosas patacas gravadas com a logomarca da alta linhagem portuguesa.

Já era noite alta. O nobre pediu para o mascate jantar com a família e pernoitar na fazenda, por causa do perigo de andar por aquelas bandas com tanto dinheiro MN

O mascate aceitou, mas embelezou-se de Gertrudes, a filha caçula do capitão. E resolveu pedi-la em casamento. Matias negou. Bruscamente, alegou que, por ser nobre de puro sangue, não queria um relés mascate plebeu como genro.

O mascate, Ressentido, resolveu roubar a moça pela madrugada. O casal foi interceptado no caminho pelos homens do Capitão.

O mascate foi morto, emasculado e enterrado nu. A moça sofreu castigo pior: acabou enterrada viva, no porão da casa grande, diante das mulheres da fazenda, para servir de exemplo.

Até hoje a sepultura de Gertrudes se situa dentro da capela de teto octogonal do Engenho Patrocinio, na zona rural de Santa Rita.

Na última gestão do prefeito Marcus Odilon, o corpo do mascate foi achado e sepultado por trás da capelinha.

Essa história está inserida no acervo documental histórico do Engenho Pau D’arco, pertencente ao industrial, político e historiador, Odilon Ribeiro Coutinho.

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