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NAQUELA MESA

8 de dezembro de 2018

Emannuel Arruda

“Aquela mesa tá faltando ele e a saudade dele tá doendo em mim”

A mesa da comunhão da vida, da amizade ou do conhecimento não será a mesma sem Paulo Mariano. Quanta falta nos faz. Que lacuna imensa ele nos deixa.

Não foi a toa que escolhi para título desse texto a letra da música de Sérgio Bittencourt imortalizada na voz de Nelson Gonçalves, “Naquela mesa”. É assim, igual a música, sentado a mesa, que tenho as melhores lembranças dele e que ouvi e aprendi sobre assuntos diversos.

Podia ser a mesa de sua casa, ao som dos pássaros, comendo o doce de leite carrasquento ou o “doce de Emmanuel”, como ele chamava e anotava na lista da feira. Eram sempre momentos de alegria e, fosse onde fosse, sua energia preenchia o ambiente.

Podia ser uma mesa de bar onde ele se tornava o centro das atenções e soltava piadas, gracejos e lorotas, além de muitas histórias. Fazia-nos rir e enchia tudo de alegria. Não importava a qualidade do lugar, tira gosto ou bebida. Valia a pena ouvi-lo.

Podia ser uma mesa de palestra ou lançamento de um livro. Paulo tinha o dom da palavra e o verbo fluía fácil. Dono de uma memória impressionante. Lembrava tudo com precisão. Defendia como ninguém a cultura e a história de sua terra natal, Princesa, assunto recorrente em 90% das conversas. A cidade perdeu seu defensor mais apaixonado. Um homem que se tornou grande não pelo que tinha ou cargos que ocupou. Ele era grande por ter construído, fora do padrão, sua própria história, sua coerência, sua honestidade e o amor com que defendia as causas que abraçava.

Podia ser uma mesa de restaurante, igual a foto que ilustra este texto. Feito no Mercado da Torre. Nosso ponto de encontro aos sábados. Local de compartilhar histórias e estórias. Sempre sob a maestria de Paulo, nosso último comunista.

De agora em diante toda mesa terá um lugar vazio. Sua ausência será sentida e sua história sempre lembrada. Cada amigo ou princesense ao sentar a mesa, seja do bar, seja de casa ou de um evento cultural vai lembrar Paulo Mariano e sua vida dedicada a seu torrão natal.

Hoje aquela mesa está faltando ele e, para não doer tanto, vou imaginar que esteja em outra entre as que citei, espalhando suas histórias e defendendo seus ideais.

Foi só um desencontro!

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1 Comentário

  • Reply Concrelar@gmail .com 8 de dezembro de 2018 at 17:02

    Tiao
    E verdade q Paulo saiu do nosso convivio,infelismente , era tao bom sentarmos naquela mesa aos sabados ou domingos e contarmos historias que sabemos de co ,era um cabra arretado,mas estar no bom lugar,tenhos certeza e la estarar sentado em outra mesa praticando coisas boas e alegres q sempre soube fazer.Inesquesivel e amigo PAULO MARIANO

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