opinião

O FURDUNÇO DO NAZISTA TABAQUEIRO EM BRASÍLIA

25 de abril de 2023

 

Miguezim de Princesa

I

Um cabra já sessentão

Invadiu o Centro Pop:

Estava atrás de Ibope,

Após tomar um pifão,

Um traçado com limão,

Cheirar duas vezes tabaco;

Chamou negro de macaco,

Quis bater no delegado,

Tomou um tarrabufado

Que o juízo ficou fraco.

II

Ergueu o braço pro alto:

Heil Hitler! o cabra gritava,

O nazismo ele saudava

Com olhos de sobressalto;

Se arrastando no asfalto,

Do cabo a farda rasgou,

Muito alterado xingou

O cabo de vagabundo,

Forçou a porta do fundo,

Deu um peido e se cagou.

III

Dentro da delegacia

Foi o maior fuzuê:

Perguntou quem é você

Para o Dr. Zacaria;

Meteu a cara na pia,

Deu um murro na fachada,

Deixou uma porta quebrada,

A grade toda empenou,

Finalmente se acalmou

Quando levou uma dedada.

IV

Botaram ele na cela

Com um lutador do Varjão,

O braço era igual pilão,

O cabra afinou a goela,

Parecia uma donzela:

Fina, educada e pacata;

Arrastou a alpercata,

Pegando jeito de crente:

– Pode dizer pro agente

Que agora eu sou democrata.

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