Política

O TOCO

26 de novembro de 2020

Pensei que já tinha visto de tudo nesta campanha, mas acho que não vi tudo ainda.

Agora mesmo ressurge das cinzas do passado a palavra toco.

Para definir as gratificações por fora que supostamente eram recebidas por um candidato a prefeito.

E quem usa o termo é o candidato adversário.

– O senhor (olha o tratamento respeitoso!) recebeu toco! – berrou o candidato na TV.

Isso depois de ser acusado de coisa semelhante pelo adversário.

O toco já foi uma coisa mais ou menos inocente.

Nos tempos de antanho os jornalistas ganhavam mal e compensavam o prejuízo com os toquinhos que recebiam das chamadas autoridades.

Lembro da vez que Jair Santana fez longa entrevista com o deputado Waldir Bezerra e, ao final, cochichou no seu ouvido o liseu que o impedia de fazer a feira.

Doutor Waldir meteu a mão no bolso e puxou uma nota.

Quando a entregava a Jair, notou que tinha botado a mão no bolso errado.

Ele carregava, num bolso, notas miúdas para as “gratificações”, para os tocos.

E no outro as notas graúdas para uso pessoal.

Ao notar o erro, segurou na ponta da nota e avisou:

– Não é esta é não!”

Enquanto Jair, sem soltar a outra ponta, respondeu com olhar guloso:

– É esta sim!.

E terminou sendo.

Jair saiu da Assembléia tão feliz da vida que passou uma semana sem trabalhar.

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