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PEGA PRA CAPAR NO SUPREMO

22 de março de 2018

 

Miguezim de Princesa

 

I

Gilmar esticou o beiço,

Deu uma olhada em Barroso,

Disse: – É hoje, cabra véi,

Que o troço fica cheiroso,

Ou passa esse habeas corpus

Ou se lasca o fedegoso!

II

– Barroso não livra Lula,

Mas livrou cinco abortistas!

– Alto lá! – disse Barroso,

Com seu tom positivista.

– Deixe de ser ofensivo,

Seu tucano neopetista!

III

– Vá fechar seu escritório! -,

Disse, com raiva, Gilmar.

– Vá fechar seu comitê! -,

Barroso deu pra gritar;

Carmen Lúcia, com receio,

Fez a sessão encerrar.

IV

Barroso ficou num canto

Debulhando seu rosário:

– Esse tal de Gilmar Mendes

Não vale nem o salário.

Ele é muito parecido

Com aquele João Plenário.

V

Noutra parte do Supremo,

Gilmar Mendes criticava

“Aquele jeito afetado”

Com que Barroso falava:

– Sei não, cumpade Dias Tofolli,

Esse aí não me enganava.

VI

Assistindo na tevê,

Comentou José de Neco:

– O Supremo Tribunal

Tá parecendo um boteco,

Só falta esses homens velhos

Terminarem em peteleco.

VII

Um direitista famoso,

Em uma rodinha informal,

Atribuiu à esquerda

Acabar o ritual

E transformar o Supremo

Em assembleia sindical.

VIII

Comentou Carlinhos Coiffeur,

Quando saía do salão,

Que os ministros do Supremo,

Depois da televisão,

Passaram a desenvolver

Um complexo de pavão.

IX

Quando voltava ao plenário,

Com uma raiva do cão,

Um ministro bem irado

Se escorou no corrimão,

Soltou um peido tão alto

Que provocou o apagão.

X

O advogado Zé Neto

Falou: – Ô peidim agreste!

Acabou com a sessão,

Que cheiro azedo da peste,

Não ficou uma luz acesa

Do Norte até Nordeste!

 

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