A súbita rebeldia da TV Cabo Branco é salutar, está mostrando o que costumeiramente é varrido para debaixo do tapete para não prejudicar o jabá oficial. A reportagem desta quinta retratou o drama de quem precisa dos serviços públicos de saúde na Paraíba. Um sofrimento só.
Pessoas falaram da espera por uma consulta, por um exame, por uma cirurgia. Uma mulher precisa operar o olho, já faz um ano que está na fila, uma única médica atende e só em predeterminado dia da semana, como tem muita gente querendo, escolhe a dedo os casos mais graves e os demais engrossam a fila.
E os problemas se generalizam, a fila é grande para quem sofre do coração, do estômago, dos rins, dos olhos e das hemorróidas. Até os doentes oncológicos passam pelo triste procedimento de, por azar, procurar um posto de saúde.
Alcides Carneiro dizia que hospital é o local “onde por azar se procura e por sorte se encontra”. Hoje o azar seria generalizado.
E é porque tem verba para ser gasta com a assistência médica gratuita. Tem verba sim, mas falta outra coisa, sensibilidade, vontade de servir, amor ao próximo.
Mas não pensem que isso é privilégio do serviço público, os planos de saúde também estão deixando os segurados na fila da morte. Agora você só marca um exame que demande custos depois de uma análise dos planos. E tome demora! Minha filha sofre toda vez que precisa usar o seu. O pedido dela é enviado ao Estado sede do plano de saúde e a resposta demora um século.
Por isso médicos renomados estão abandonando esses planos e aderindo às policlínicas que cobram barato do cliente e pagam bem aos profissionais. Valter Paiva, sem favor nenhum o craque dos urologistas da terrinha, dá plantão em duas policlínicas, até o consultório deixou de lado e está se dando muito bem obrigado.
A reportagem da TV Cabo Branco precisa ser transformada em investigação pelo Ministério Público. Esse drama não pode persistir. Não está certo, tem coisa errada precisando de um susto, de um freio de arrumação.
1 Comentário
TEM QUE CHAMAR O GOVERNADOR RICARDO COTINHO DE VOLTA PRA ACABAR COM ESSA FILA DA MORTE